sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Falando sobre albergues...

"A melhor parte da viagem é voltar pra casa". Quem já não ouviu isso um milhão de vezes? Mas só depois que fiz minha primeira viagem, sozinha, para fora do País, é que pude avaliar melhor essa frase. E cheguei à minha própria conclusão: É nada!

A melhor parte da viagem é o friozinho na barriga quando a gente embarca sem saber o que vai acontecer; é não ter certeza se ao chegar na imigração, vão deixar você entrar no país; é ter que se guiar numa cidade desconhecida sem conhecer direito a língua nativa; é sentar num restaurante pra comer e pedir algo do menu que você nem imagina o que é, só porque achou que "parecia" bom; é comer um biscoito e tomar uma água mineral só pra ter certeza que o pouco dinheiro que levou vai dar pro dia todo. Voltar pra casa é bom. Mas estaria em outro lugar na minha lista. Em primeiro? Acho que não.

Albergue na Ilha de Ischia,   Itália. Lindo, confortável
e muito bem localizado. Preço por pessoa: 20 euros por dia.

Vista da varanda do meu quarto. Era descer e curtir a praia.

Como disse antes, viajar passou a ser um vício. E sabe como eu descobri isso? Tinha acabado de chegar e já estava pensando qual seria a próxima. Fiquei fazendo contas, checando preços e fiz uma descoberta fantástica: os albergues!!!

 A parte mais cara de qualquer viagem, seja ela pra Caldas Novas ou pra Luxemburgo é, sem sombra de dúvida, a hospedagem. Quando comecei a pesquisar acomodações para minha próxima viagem entrei em blogs, discussões, sites de dicas e tudo o mais. Aliás, aconselho a qualquer um que vá viajar (mesmo que seja por agência de viagens, sozinho ou em grupo, não importa, sempre que puder faça uma pesquisa antes. Leia a opinião de quem já usou (o hotel, o albergue.. o que for) é muito útil. O que descobri em minhas andanças internéticas me deixou esfusiante: os albergues eram uma opção barata e extremamente satisfatória para viajantes "perebas" que nem eu. E o que é melhor: tem no mundo todo! Li tudo (e mais um pouco) sobre esse tipo de acomodações. Entrei no site (http://www.albergues.com.br/) e fui à luta. O escritório do Albergue da Juventude aqui em Brasília fica perto do autódromo. Fui lá, conversei com uma penca de gente e fiz minha carteirinha. 


Hostel (albergue) em Sydney, Austrália. Lindo, cheio de gente bonita
e um dos mais aconchegantes em que já estive.

Hostel (albergue) em EL Calafate, na Patagônia argentina.
Tinha aquecimento no piso, imagina!
Por falar em socializar, encontrei aqui, alemães,
polonesas e canadenses divertidíssimos!
O que você deve saber antes de pensar em se hospedar em um albergue: existem diferentes tipos. Alguns são só para dormir. O alberguista deve deixar o prédio às 10 da manhã e só é permitido que retorne após determinado horário, geralmente entre 4 e 6 da tarde. Ou seja, esse é para os andarilhos, como eu. Que só voltam ao hotel mesmo para dasabar de cansaço.
Pra quem acha que cozinha comunitária
lembra sujeira e desorganização...
esta é no albergue australiano.

Outros tem cozinhas coletivas onde você pode preparar sua própria comida ou saborear uma sopa ou macarrão feito por outros hóspedes. Detalhe: a socialização é a melhor coisa dos albergues. Você conhece gente do mundo todo, e essa é a parte que eu mais gosto. Quando você menos espera se vê fazendo gestos para conversar com um russo ou um alemão, é divertidíssimo. Mas tem uma variação bem grande: albergues com quartos para famílias; para casais, para 20 pessoas, para 4, com banheiro interno, com banheiro coletivo... O grande lance é checar tudo antes de resolver se hospedar para não reclamar depois. 
Hostel em Florença, Itália. Um castelo medieval
que foi reformado e virou um dos melhores albergues da Itália.

Alguém se arrisca a adivinhar?? Natal, RN, Brasil.
Pois é. Albergue Lua Cheia, um dos melhores do nordeste.
 
Enfim... resolvi então onde queria ir. Com avós italianos e uma família onde se come mais macarrão do que se bebe água, a escolha não foi difícil: Vou para a Itália!!

Bem, não sei quanto aos outros, mas quando eu decido para onde ir e quando ir, eu fico mais entusiasmada que criança em manhã de Natal. Sento meu traseiro na frente do computador e começo a pesquisar tudo sobre o lugar pra onde vou. E quando eu digo "tudo" eu quero dizer TUDO! E todos os dias. Olho, leio, anoto dicas, lugares a visitar e a evitar, coisas a fazer, o que comer, o que é mais barato.. enfim, faço um verdadeiro roteiro de aventuras.
Hostel em Queentown, Nova Zelândia. De frente para as geleiras.
Vista DESLUMBRANTE!
 Na próxima eu conto como foi minha primeira experiência num albergue.  E um pouco do que foi a fantástica jornada pela terra de meus antepassados. Por enquanto fica a dica: considerem o albergue, antes de agendar seu próximo hotel. E para não pensar que albergue é sempre uma birosca no meio do nada, suja e com mobília velha, deixo vocês curtindo as fotos de alguns dos albergues em que já fiquei.

Beijos e até a próxima!



2 comentários:

  1. Dedé,
    que máximo! esses albergues aí parecem até 5 estrelas! te adimiro muito pela coragem de encarar sem medo viajar pelo mundo.Quem sabe um dia não vamos juntas para o Oriente Médio? tenho muita vontade dedéeeeeeeeeeeeeeeee

    vamos?

    beijos
    TT

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  2. Oriente Médio? Que ideia genial! Vou procurar um albergue na Faixa de Gaza e depois te aviso..rs É doidinha essa Tetê... rs rs

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