segunda-feira, 23 de maio de 2011

Picolé suíço

Chegamos em Zurique numa agradabilíssima manhã de verão (no hemisfério norte o verão começa em junho e agosto é um dos meses mais quentes). Eram 6 da manhã e estavam fazendo deliciosos 5 graus. Não. Não foi erro de digitação ou de memória : CINCO graus! Os nativos passeavam, pasmem, em "mangas de camisa" (como diria minha avó), camisetas de manga curta e bermuda! Mas lembrem-se: era a Suíça! Podia estar fazendo 5 graus mas era verão e só o fato de ter sol (apesar do bendito parecer uma lâmpada de geladeira - só iluminava mas não aquecia nadinha) já era motivo de festa (na Suíça, o sol é coisa tão rara que crianças recém-nascidas tomam vitamina D até os 2 anos de idade).

Planejamos todo nosso dia, começando por pegar um trem do aeroporto à linda e alpina cidade de Luzerne. Eu podia não ir esquiar nem nada, mas que eu ia ver os Alpes, ahh isso eu ia!

Gente, a decisão mais sábia que tomamos foi a de ficar na Suíça só por um dia. Não pelo frio, pois estávamos encasacadas até a alma, mas pelo preço das coisas. Pai eterno, o que era aquilo?!! O custo do trem era mais alto que o taxi aqui no Brasil. Enfim. Lá fomos nós, rumo aos Alpes nem-tão-nevados.

Luzerne é, como toda paisagem dos Alpes...
L I N D A!! Coisa de livro de fotografia MESMO! Tres detalhes que me surpreenderam: o lago que banhava a cidade era formado pelo derretimento das geleiras e era imeeenso. Os pontos de "ônibus" eram pequenos decks onde chegavam os BARCOS!  Isso..nada de ônibus. E.. o terceiro e mais supreendentemente estranho: nunca vi gatos tão enormes quanto os gatos de Luzerne. Não. Não eram gatos normais. Vocês precisam tentar me entender aqui: eram GIGANTES!! Os gatos eram GIGANTES!! Dái eu pensei: dãã! Claro! Tomam leite de vaca suíça!! :-)


Ponto de ônibus/barco em Luzerne.



Pegamos um dos "ônibus", um barco lindo de doer, e fomos singrar as redondezas naquele frio de rachar. No meio do caminho o povo que estava no barco conosco começa a se despir. É isso mesmo: se despir! Havia uma jovem (pelo idioma devia ser nórdica) que ficou tão entusiasmada que ficou só de soutien, deitada na proa do barco como uma carranca num barco do São Francisco. Olhávamos em volta e por todo lado era gente feliz e sorridente passando filtro solar. E nós do lado de dentro do barco, mortas de frio. Dois picolés suíços.

  
Eu disse que eles eram grandes. Olha o tamanho dessa criatura.
E era gato de rua. Sem coleira ou identificação.

E assim fomos. Saltamos do barco em alguns pontos e passeávamos por tudo o que era lado. Pagamos 8 euros por um sanduiche de pão com manteiga e queijo (mas era queijo suíço, né?), e curtimos a nossa porta de entrada na Europa. A bela Luzerne. Passamos horas registrando tudo: arquitetura, flora e fauna local, como se cada um deles fosse algo que nunca víramos e nunca veríamos de novo. E alguns deles... foram mesmo.

.continua...




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