sexta-feira, 12 de julho de 2013

India. Enfim, sós..(??!)


Por volta de 2 da manhã chegamos ao nosso destino. O aeroporto da capital indiana mais parece uma rodoviária: sujo, barulhento e apinhado de gente pelos corredores e rampas, com sacolas plásticas e trouxas de roupa. Em cada curva a imagem de um deus indiano. Depois de pegarmos nossa bagagem seguíamos a turba até o guichê da alfândega. A cada curva do caminho (e foram muitas!) uma Krishna, uma Ganesha, uma Sheeva aqui, um Brahman ali. Estávamos ilhadas. Mas descobriríamos mais tarde que o culto aos deuses na Índia é incentivado e exacerbado.

A alfândega de Delhi é tão rigorosa quanto a Americana e os atendentes igualmente antipáticos. Empacamos ali por uns bons 10 minutos. Depois de muita explicação, preenchimento de fichas e fornecimento de endereços, saímos triunfantes às 3h, numa agradável madrugada de verão em Nova Delhi. A temperatura amena passava dos 40ºC. Sério. Às 3 da manhã.

Rapidamente buscamos, no meio da multidão que rodeava a saída do aeroporto, o rosto nem tão amigo, mas conhecido, de Santosh. As duas olhando e estudando cada um dos rostos indianos suados e magricelos em busca do rosto que vimos tantas vezes na telinha do computador. Nada. O coração, antes acelerado pela ansiedade, agora batia um pouco mais rápido, na iminência de termos caído no “conto da internet”.  

Crianças.. ATENÇÃO! NUNCA façam isso!! Nós éramos loucas e os tempos eram outros. Talvez a recepção do italiano Antonio nos tenha deixado crédulas demais. Agora era tarde. Estávamos ali. Na iminência de termos levado um baita bolo. Não bastasse nosso nervosismo, com o passar dos minutos notamos que as pessoas olhavam pra nós como se fôssemos alienígenas. Isso nos assustava ainda mais. A grande maioria era de homens. Noventa por cento, acredito. E nos demos conta de algo que nem sequer poderíamos ter imaginado ao sairmos da Itália. 

Era verão, óbvio. O calor era abrasador, sem dúvida. E estávamos vestindo as mesmas roupas com as quais saímos de Roma. Idiotas! Uma blusa de seda de costas nuas e uma calça jeans de lycra são, provavelmente, duas das peças de vestuários MENOS indicadas para uma mulher desembarcar na Índia. Para não falar na mini-saia da Débora! Passado o primeiro momento de surpresa vem a constatação assustadora: não só os 90 por cento de homens nos encaravam... os 10 por cento de mulheres e crianças também! E os olhares femininos eram ainda mais agressivos. Socorro! Pensei. Cadê esse indiano dos infernos?



Continua....

5 comentários:

  1. Ah não amiga.....assim não vale......tá curto demais.....isso é só pra matar a gente de curiosidade e ficar esperando ansiosamente pelo próximo capítulo?????? rsrsrs

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  2. kkkk Pois é, amiga. Se eu não deixar o povo curioso, ninguém lê mais rs rs Amanhã posto de novo. Não perca!! kkkkkk

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  3. Ei! Você está aprendendo com as miniséries americanas a cortar bem no suspense!

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  4. hahaha Viu só, Normitcha..alguma coisa eu tinha que aprender, né??rs Amanhã tem mais..rs

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  5. Eu aqui aguardando o desfecho desta aventura...

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