Fomos as duas rezando fervorosamente durante todo o trajeto até Napole. Aquilo não podia estar acontecendo. A estação regional Circumvesuviana ficava a apenas alguns quarteirões do píer por isso precisávamos estar preparadas para voltar à maratona. O trem parou na estação às 21:25h em ponto e, ao abrir as portas, acredito que nós fomos as primeiras a desembarcar e sair correndo. Seria difícil, com certeza, mas não impossível. Assim como o trem atrasara 15 minutos a balsa poderia sair com atraso também, não é mesmo? Pois é. Poderia...
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| O porto de Napole, visto de dentro da balsa. |
Chegamos à beira do píer a tempo de ouvir o apito longo, grave e triste e ver a balsa, lotada de carros e pessoas, toda iluminada, deixando vagarosamente o cais. Estava tão perto que dava a impressão de que era só saltar e conseguiríamos alcançá-la... eu peguei na mão da Débora e disse “Pula!”. Ela me segurou com tanta força que quase caí. “Tá doida?!”. Estava tão pertinho, gente... uns 2 ou 3 metros só. Se fosse num filme, vocês hão de concordar comigo que seria uma cena antológica. O supra-sumo do romance: o barco se afastando na calada da noite, o mocinho pulando e por muito pouco alcançaria o barco, correria para os braços da amada tacando-lhe um beijo cinematográfico.. e tudo isso... na Itália, gente! Bem, mas voltando à realidade, era EU ali, né? Lógico que eu não alcançaria a porreta da balsa e ainda cairia na água com o maior estardalhaço, levantando água pra todos os lados como uma beluga ensandecida, provocando frouxos de riso nos transeuntes e embarcados.
Ficamos as duas ali, paradas. Olhando a bendita balsa se afastar, no mais absoluto silêncio.
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| O porto de Napole visto do alto...bemmmm do alto :) |
Agora, sim! Perdemos o barco; não tínhamos grana para comprar passagens pro próximo; e teríamos que vagar pelas ruas do baixo meretrício de Napole a noite toda, duas boêmias desavisadas, vestindo camiseta e short. Sabe o que acontece quando você se dá conta de uma situação desesperadora dessas? Alguns choram, outros desandam a falar, outros perdem o ar.. no meu caso (óbvio!) deu vontade de fazer xixi. De novo não, pensei. A Débora sugeriu que andássemos pelas redondezas e procurássemos um bar ou algo assim. E foi sairmos do cais e avistarmos uma multidão. Isso mesmo, uma multidão! Apesar de todos os pezares, dizem que Deus sempre ajuda aos bêbados, às crianças e aos loucos (nosso caso): poderíamos ter que passar a noite toda em claro, mas pelo menos teríamos companhia. Lá estávamos nós, acreditem, bem no meio da festa de São Genaro!
Continua...


Isso é covardia, quer me matar de curiosidade?????? Deixar as cenas do próximo capítulo para outro capítulo mesmo??????? Não vale...rsrsrsrs
ResponderExcluirMartinha, se não for em capítulos..ninguém vem ler de novo rs bjs
ExcluirMulher... ai se eu te pego, garota...
ResponderExcluirBato n'ocê!
hein?? O que? Onde? Por que??
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