segunda-feira, 22 de julho de 2013

Super... o que??

Não sei se pelo desespero ou se pelo costume tradicionalmente brasileiro nossa primeira reação foi abraçá-lo como se fosse um amigo de infância. Nossa sorte, soubemos depois, é que ele não era um indiano dos mais tradicionais. Na Índia uma mulher nem deve estender a mão a um homem em público. O povo ao redor nos olhava ainda mais impressionado.

Entramos no carro, e lá fomos nós atravessando a cidade em meio a camelos, cachorros, vacas e todo tipo de bicho, além, é claro, de uma multidão que enchia as ruas.. às 3 da manhã. Taí uma coisa que me impressionou na Índia. Eu já sabia que era um país superpopuloso e tudo o mais. Mas uma coisa da qual eu não entendia nada era o tal “superpopuloso”. As ruas estavam lotadas! Gente andando à pé, de carro, de carroça, de riquixá... como se fosse a hora do hush. Ahhh AQUILO era o tal superpopuloso!

Desse modelo, meu povo


Chegamos à casa da irmã do Santosh, ela tem um apartamento em Delhi mas estava trabalhando em um documentário no norte do país e deixou a chave para que usufruíssemos de seu bem localizado loft (chic né?? Só o nome...rs). Outra coisa decorrente do tal superpopuloso... estacionar em Delhi é um parto! E um parto de cócoras, de trigêmeos cabeçudos!. Como o prédio em que ela morava ficava numa área considerada chic para os padrões indianos, tinha um vaga no que eles diziam ser uma “garagem”. Acreditem.. não era! O prédio era , na verdade, um sobrado, com um apartamento embaixo e um em cima, a aparência era a de uma construção digamos... num bairro como Madureira, ou mesmo Taguatinga (pra quem é de Brasília). Nada requintado, porém não era um cortiço.

Tenho que ser bem sincera com vocês, caríssimos e pacientes amigos que acompanham minhas aventuras, a Índia tem tanta coisa, mas TANTA coisa pra contar, tantos requintes de detalhes a comentar, que estou tentando organizar minhas idéias há dias para ter por onde começar. Vou aos poucos, como quem toma sopa quente em dia de inverno, mas eu chego lá. Vou tentar falar de tudo de mais interessante que vi naquele país de tantas diferenças e tantas culturas. E isso fica pra o próximo post, ok?

Até lá!

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