Vergonha é roubar e não conseguir carregar. Já ouviram isso?? BALELA! Vergonha é fazer xixi em praça pública e não ter como se enfiar num buraco. Minha sorte (se é que se possa usar o termo numa situação como essa) é que eu estava de saia e fora minha sandalinha de couro ensopada, nada mais denunciava o vexame arrasador.
Quando finalmente a tsunami passou só me restava tentar resgatar a dignidade perdida. Nessa hora a pequena fonte do outro lado da praça foi um alento. Todo mundo que passava refrescava-se jogando água no rosto, nos braços, e alguns só faltavam mergulhar na bendita. Sem nenhum constrangimento (já havia gasto todo ele momentos antes) tirei o o lenço que estava em meu pescoço molhei na água gelada e passei nas pernas (não dava para passar em nenhuma outra parte do corpo por motivos óbvios). Só faltei me jogar dentro d`água.
O lado bom de pagar um mico de tamanha proporção é que depois dele não existe mais nenhuma urgência. Maravilhosa a sensação de caminhar despreocupada e sem pressa. Após atravessarmos a praça, de volta à calçada da vergonha, viramos a esquina e...lá estava ele: o banheiro público! Lindo, espaçoso e limpo. Miserável!. Eu e Débora nos olhamos. Palavras eram desnecessárias. Entramos. Juntei todo o papel toalha que consegui e depois de praticamente tomar um banho, lavei minha roupa. Isso mesmo, lavei a roupa. Quem diz que roupa suja se lava em casa nunca passou por uma situação de “emergência real” como a que eu havia passado. Foi libertador poder lavar tudo, torcer e esperar secar antes de sair de lá. Eu estava novinha em folha. Como um bebê depois de ter sua fralda trocada por uma nova e sequinha.
O lado bom de pagar um mico de tamanha proporção é que depois dele não existe mais nenhuma urgência. Maravilhosa a sensação de caminhar despreocupada e sem pressa. Após atravessarmos a praça, de volta à calçada da vergonha, viramos a esquina e...lá estava ele: o banheiro público! Lindo, espaçoso e limpo. Miserável!. Eu e Débora nos olhamos. Palavras eram desnecessárias. Entramos. Juntei todo o papel toalha que consegui e depois de praticamente tomar um banho, lavei minha roupa. Isso mesmo, lavei a roupa. Quem diz que roupa suja se lava em casa nunca passou por uma situação de “emergência real” como a que eu havia passado. Foi libertador poder lavar tudo, torcer e esperar secar antes de sair de lá. Eu estava novinha em folha. Como um bebê depois de ter sua fralda trocada por uma nova e sequinha.
Saímos e começamos nossa caminhada de volta à Estação. Passava pouco das 4:30 h e nosso trem de volta à Roma sairia às 6h.
Antes de continuar, preciso contar a vocês um pouco mais sobre a Débora, afinal estaremos juntas ainda por uma longa parte dessa jornada. Eu e Débora, a Deda, nos conhecemos na faculdade, no curso de estatística da UERJ. Viajamos juntas algumas vezes para a Bahia, onde o pai dela tem uma casa. Ela é uma pessoa light, ótima companhia e muito engraçada, mas uma das facetas mais características dela é a mania de limpeza. Ela limpa a mão toda hora, não senta no chão ou em nenhum outro lugar sem antes por um lencinho ou passar um paninho. Morre de nojo de locais que não estejam impecavelmente limpos. Organiza tudo, mas tudo mesmo, não importa onde esteja. Viajamos juntas por quase dois meses e em cada lugar que ficávamos ela refazia a mala umas 10 vezes. Dobrava, enrolava e relocava tudo, todos os dias. Era a terapia dela. Se estivesse sujo ou bagunçado, ela limpava e arrumava. Se não pudesse limpar ou arrumar, fugia correndo dali. Depois de alguns dias observando a neurose dela em fazer e refazer as malas e limpar as coisas, eu me acostumei, e já achava até engraçado.
Bem, dito isso, continuemos a caminho da estação.
continua...
Pô sacanagem parece coisa de traficante...ficarei esperando.
ResponderExcluirhahahaha Normitcha vc é jornalista...eu tenho que manter o suspense senão meu público me deixa!! rs rs bjssssssss
ResponderExcluirPorra, Dê! Cenas dos próximos capítulos é foda!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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